| Vou de bonde, vou de trem, carro esporte, tudo bem |
| Colunas - Bruno Felberg |
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| Escrito por Bruno Felberg | ||||
| Qua, 22 de Abril de 2009 | ||||
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Além dos citados por Fernanda Abreu no trecho da música “Baile da Pesada”, em Israel pode-se ir também de ônibus, metrô, táxi, van, bicicleta, moto, e por que não, a pé!? Em Israel, a estrutura nos transportes é bem desenvolvida e está em constante expansão.
Comecemos pelo meio mais usado no país: o ônibus. Em Israel existem duas grandes linhas circulares – Egged e Dan. A Egged, maior do país e segunda mais extensa no mundo, faz com maior freqüência os trechos intermunicipais, e também funciona nas regiões metropolitanas. O valor da passagem depende muito da rota que vai se fazer - uma viagem Jerusalém / Tel Aviv, por exemplo (com ônibus saindo de 15 em 15 minutos) sai por 19 shekel, o equivalente a 10 reais. Já a Dan circula por Tel Aviv e regiões metropolitanas próximas, custando em média o equivalente a R$ 2,80. Existem também tickets com 10, 20 viagens, ou ilimitado para todo o mês. Um detalhe interessante: jovens que estão servindo ao Exército não pagam passagem. Em relação à quantidade de ônibus nas ruas, os israelenses estão bem servidos. Nas principais cidades do país há centenas de diferentes linhas, e pontos de ônibus a cada 50 metros. A maioria começa a funcionar às 05h e encerra o expediente por volta de meia-noite. Com a ajuda da tecnologia israelense, pode-se saber o minuto exato em que o ônibus vai passar pelo ponto desejado. Ao enviar um SMS para a empresa que deseja, ela automaticamente responde a mensagem com os próximos horários. Aquela sensação de fúria por esperar a condução por mais de 20 minutos, aqui, não existe. Em compensação, não pense que o motorista vai lhe esperar se você vier correndo atrás do ônibus. Ele fecha a porta e, às vezes, chega a ignorar os pedidos para abri-la. E como nem tudo é perfeito, a nota zero no quesito transporte vai para a organização. Impressiona qualquer um ver, principalmente nas rodoviárias, as pessoas quase de debatendo para entrar nos ônibus intermunicipais (principalmente na rota Tel Aviv / Jerusalém, ou vice-versa). A palavra “fila” não existe nesses casos. Sem nenhuma fiscalização, os passageiros vão chegando, aglomerando-se e, quando o ônibus chega à estação, prevalece a lei do mais forte. O passageiro ainda tem que contar com a sorte de chegar na porta do ônibus e não vê-la sendo fechada na sua cara, pois como não existe lugar marcado - pode-se comprar a passagem com o próprio motorista – é ele quem decide quando o ônibus está cheio. Como Israel é um país com 80% de judeus, há algumas questões que afetam a vida quotidiana de seus cidadãos. No Shabat, por exemplo, em muitas cidades os ônibus param de circular entre 15h30 de sexta e 18h30 de sábado (no horário de verão, um pouco mais tarde). Há também, em algumas regiões / cidades, uma relação não muito saudável entre ultra-ortodoxos e rabinos com mulheres dentro dos ônibus, já que os dois não podem sentar juntos. Em Bnei Brak, por exemplo – cidade habitada em sua maioria por ortodoxos – há uma “regra” estabelecida entre eles: homens na parte da frente, mulheres na parte de trás. Com seus prós e contras, Israel vai vendo seu principal meio de transporte crescer e se organizar cada vez mais. Shavua Tov e Lehitraot!!!
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