Existem livros que transcendem o tempo. Talvez porque falem de temas universais presentes em nosso cotidiano. Foi o que fez o rabino norte-americano Harold Kushner ao escrever, há mais de 25 anos, a obra “Quando Coisas Ruins acontecem às pessoas Boas”. Traumatizado com a morte do filho de 14 anos que sofria de uma doença genética incurável, Kushner repassou para o papel toda a sua experiência de dor e sofrimento, e também a sua inabalável fé no Criador. Isso porque como rabino de uma pequena congregação, em Massachusetts (EUA), ele pôde observar que as pessoas atingidas por uma tragédia geralmente mostravam-se revoltadas e terrivelmente abaladas em sua crença religiosa. Citando a figura bíblica de Jô, homem íntegro que vê os filhos morrerem, os negócios falirem e a doença atacar o seu corpo, Kushner dá o seguinte recado: mesmo nas adversidades, não ceda à tentação de abandonar a fé em Deus. Entretanto, essa tragédia pessoal faz o rabino repensar tudo o que ensinava sobre Deus e os caminhos de Deus.
A informação de que um membro graduado da organização terrorista al-Qaeda foi preso em São Paulo, em abril de 2009, por divulgar mensagens racistas na Internet, foi o estopim para que as autoridades brasileiras enfim acordassem para o problema que até agora relutavam em aceitar. O suspeito ficou 21 dias detido e depois foi solto por falta de provas, segundo comunicado do Ministério Público Federal.
A visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil ganhou foros de notícia “quente” quando uma informação veiculada pela Irna, a agência oficial de notícias do Irã, caiu como uma bomba nas redações, um dia antes do evento. O cancelamento da visita, por iniciativa do próprio convidado, configurou-se no que popularmente chamamos de “tapa com luvas de pelica”. A falta de tato da diplomacia brasileira em manter o convite a um dirigente a quem censurou publicamente, quinze dias antes, favoreceu uma atitude que, analisada a posteriori, tem até uma certa lógica.
Por Sheila Sacks - De pronto para escancarar que a realidade e a razão são departamentos distintos e que na maioria das vezes nem sequer estão relacionados. Também para distinguir e separar, em patamares diversos, o mundo pressuposto das idéias, aparências, significados e conjecturas filosóficas, do universo de experiências cruéis, assustadoras e muitas vezes, sem sentido, mas nem por isso menos eloquente em sua natural ausência de propósitos inteligíveis.
Em meio as areias mornas das praias baianas, no único estado brasileiro governado por um político judeu (o carioca Jacques Wagner|), teve lugar no final de 2008 mais uma reunião semestral dos chefes de estado do Mercosul, a de número 36, sem que o desejo mais do que explicitado pelo venezuelano Hugo Chávez tivesse sido concretizado em sua totalidade.